De tudo um pouco

CATALOGO EXPO13-1

Artista visual português, Pedro Charters d’Azevedo, nasceu em 1946, em Lisboa. Estudou no Liceu Camões e passou pela Sociedade Nacional de Belas-Artes em Lisboa, frequentando o curso de pintura. A sua formação artística é essencialmente autodidata.

Desde novo mostrou tendência para as artes como muitos dos seus familiares, surgiu cedo o seu começo artístico que se foi realizando e mostrando aos poucos ao longo dos anos.
Dedica-se agora inteiramente à sua arte, pintura e desenho, a partir de 1998.

Participa em mostras coletivas e individuais desde o início da sua atividade profissional. Expôs individual e coletivamente em galerias, feiras, bibliotecas, espaços culturais e museus de Lisboa, Porto, Paris, Gembloux, Bélgica, Madrid, Beja, Leiria, Ponte de Sôr, Mértola, Estremoz, Figueira da Foz, Coimbra, Setúbal, Vöcklabruck, Áustria e Brasil entre outros.

Tem obras em vários espaços entre eles na Casa Barbosa du Bocage em Setúbal.
Pedro Charters d’Azevedo tem passado por várias abordagens, tendo começado tarde, numa idade em que a maioria talvez gostasse de um pouco de sossego, trabalhou muito para se expressar, como que a queimar etapas que teria de percorrer para se encontrar.

A sua produção artística, começa por um figurativo perfeccionista (que mantém no caso de retrato – efetuou o retrato do Cardeal Patriarca de Lisboa, recentemente falecido, que se encontra no Patriarcado em Lisboa) e posteriormente passa a apresentar-se contrário ao figurativismo das primeiras obras e aborda a pintura através da exploração das suas qualidades expressivas e plásticas e das suas texturas. Estes trabalhos, de carácter abstratizante, onde as referências ao mundo real estão extremamente diluídas, exploram o tema da mancha, da textura das cores pastel e da plasticidade, têm talvez uma ligação telúrica e do tempo que passa. Atualmente tenta misturar as texturas, o figurativo e as colagens, numa procura incessante de movimento, da representação simples de uma ideia, usando materiais mais diversos.

Pedro Charters d’Azevedo situa-se no terreno de uma pintura que faz o jogo entre a figura, as por vezes estridentes, manchas de cor, os materiais e a técnica da aplicação da tinta, o seu esteio expressivo. Ainda que aqui e além se descortinem elementos figurativos que estabelecem subtilíssimas “pontes” com evocações, é na desconstrução figural, na exuberância cromática e na feitura do objeto que encontramos os equivalentes picturais dos excessos mentais, desencadeando no espetador um misto de identificação e de distanciamento operada pela pintura de hoje.

Está representado em publicações, revistas, jornais, livros de Arte, catálogos de Leilões e na publicação “Cotação de Artistas Portugueses a Leilão – Jean-Pierre Blanchon” entre outras. Pertence e participa em várias associações:

AIAP. UNESCO
ANAP – Associação Nacional dos Artistas Plásticos AAAGP – Portugal – Arte Galego Portuguesa CNAP – Clube Nacional de Artes Plásticas Cooperativa Árvore

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