Terra com pouca sombra

CATALOGO EXPO6-1-1

António Saiote – pintura

“Alentejano, Engenheiro Agrónomo de profissão e pintor por devoção, que o leva a, paralelamente à sua vida profissional, estudar pintura em Lisboa e em Florença.

Começa a pintar com regularidade nos anos 80, iniciando um percurso no qual se sucedem exposições individuais (mais de 50) e inúmeras colectivas em galerias e instituições públicas e privadas.

As suas raízes alentejanas estão presentes na sua obra de pintor naturalista. Na realidade a paisagem é o seu tema mais constante, embora faça por vezes “incursões” na pintura figurativa e até religiosa.

Na sua obra de pintor, que não é a única, pois também fez diversos trabalhos no campo de Design Gráfico e escultura, revela um grande interesse e preocupação com a atmosfera e efeitos luminosos que nos fazem recuar até aos mestres do Naturalismo português.

A luz do Alentejo nas mais diversas condições atmosféricas está presente na sua obra. As suas raízes alentejanas e o amor que tem àquelas terras deixam marcas profundas na sua obra, tornando-a para além de Naturalista, emotiva.”

Professora Doutora Mª Heloïsa Albuquerque

Santos Carvalho – escultura

“… Ao equilíbrio do silêncio da terra, ir buscar o grande corpo divino onde as veias tocadas pela água, metamorfose “matéria onde o escultor depois, eleva aos céus, a limitação serena dos corpos que desabrocham a alma rude- paciente dos confins dos tempos.

Na ânsia de grito, de movimento, de cima para baixo, para o despertar do coração adormecido , que Santos Carvalho, vai “arranhando” e destruindo as fronteiras e obstáculos, do desafio da pedra e põe na envolvência da escultura, no nascimento virado para o universo da arte, a infinita altura que o amor contempla, a criação das veias que se aproximam de estarmos próximos e distantes de criar, procriar e respirar no grande movimento dos corpo.”

Eduardo Nascimento

“ O erotismo emerge na minha escultura como suporte de relação Amor-Ódio, em espiritualidade com a pedra. O desbravar da própria pedra intensifica a paixão pela forma que se vai tornando cada vez mais intima e solitária. As minhas esculturas são uma metamorfose: nasce –vive em mim e renasce quando entra na alma de quem a sente.”

Santos Carvalho

In Penthouse-junho-edição portuguesa – 2011

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