Philip Mollet

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Herdade da Maroteira

A Herdade da Maroteira é uma propriedade agrícola pertencente a uma das famílias Anglo-Portuguesas estabelecidas na Região do Alentejo, Portugal, há mais de cinco gerações. Abrangendo uma área de 540 hectares, no sopé da Serra d’Ossa, 20km a sul de Estremoz e 35km a norte de Évora, a Herdade da Maroteira dedica-se à preservação do montado de sobro e azinho, numa lógica de sustentabilidade agro-silvo-pastoril.

Mais recentemente, a Herdade da Maroteira diversificou a sua oferta produtiva a novas áreas de negócio: ao turismo, através de duas unidades de Alojamento Local (AL), e à vitivinicultura, produzindo as uvas que dão corpo aos reconhecidos vinhos “Dez Tostões”, “Cem Reis” e “Mil Reis”. Foi em 2003 que 10 hectares de vinha foi plantada numa zona de vale aberto. A escolha das castas recaiu sobre a Alicante Bouschet, Aragonêz, Touriga Nacional e Syrah.”

O labor empregue, em pouco mais de uma década, na criação da exploração vitivinícola de qualidade nesta propriedade, só faz sentido ser realçado em conjunto com o devido reconhecimento de quem ajudou a concretizá-lo. Sobretudo agora, quando tal relação terminou de uma maneira inesperada. Feito com a ajuda imprescindível do David Booth, técnico de viticultura que faleceu de forma abrupta, aos 47 anos, em Abril passado.

Booth, sócio do enólogo António Maçanita em diversos projectos de produção de vinho, foi um elemento essencial no avançar de algo de cujo trajecto Philip Mollet se orgulha agora imensamente – e com o qual nem sonhava, quando assumiu a direcção desta herdade, pertencente a um ramo de uma das famílias de origem inglesa há mais tempo estabelecidas na região, os Reynolds. A influência de Booth revelou-se essencial para que, em 2000, o jovem engenheiro agrónomo tenha iniciado a plantação de cinco hectares de vinha. Nesta grande propriedade, ela até acaba por ter uma dimensão comedida, traduzível por uma dezena de hectares. Cerca de 80% da sua área é da casta Syrah, sendo a restante composta por encepamentos de Alicante Bouschet, Aragonês e Touriga Nacional.

As uvas apanhadas nos primeiros anos foram recebidas pela Herdade do Esporão, mas, a partir de 2005, os responsáveis por aquela praça-forte da produção vinícola alentejana deixaram de o fazer. Sensivelmente pela mesma altura, um acaso vem dar um novo rumo à produção da Maroteira. David Booth, que tinha começado a sua colaboração estreita com António Maçanita no ano anterior, através do projecto Fita Preta, propôs que se fizesse uma experiência com as uvas da herdade para um eventual vinho a meter numa embalagem bag-in-box. Com tal propósito em mente, nascia o Cem Reis, vinho feito apenas de Syrah e que é o baluarte da casa.

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