Filipe Amaral

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A Pintura de Filipe Amaral

Com origem remota no esplendor cinético de Riley e Vasarely ou na mágica teia de retículos de Vieira da Silva, esta pintura celebra a alegria cromática e a força dos ritmos.

Dir-se-ia que uma ordem interior dita a Filipe Amaral o sentido das suas perspectivas, que ora o conduzem para o âmago da obra, ora o estimulam à construção de superfícies caleidoscópicas, vivenciadas como realidades mais epidérmicas.

Ao dilatar as fronteiras lineares, os olhos devassam novas intimidades em busca de equilíbrios, nos quais o autor espera que se cumpram a renovação e a autonomia. Os jogos da cor, da luz e do espaço tecem a divagação lúdica que elimina o vazio e o enche de vibrantes sinais. São elementos que evoluem, em aparente liberdade, nas composições controladas com rigor. Este mecanismo criativo remete-nos para a necessidade de acerto cronológico que induz o pintor a percorrer outros vocabulários da arte contemporânea, nos quais se insere com grande ductilidade.

No limiar de mudanças que já sublinham a maturação do seu discurso pictórico, Filipe Amaral, sem renegar o percurso anterior, aporta a uma determinação de independência e de liberdade. Novos horizontes estéticos se perfilam nesta reinvenção do mesmo caminho.

Sintra, Dezembro de 2008

A.I.C.A. Portugal (Associação Internacional de Críticos de Arte)

Edgardo Xavier

 

 

Filipe Maria dos Anjos Amaral nasceu em Arraiolos, em 1962.

É um artista especialmente conhecido pela forma como utiliza simbologia abstrata, com cores estridentes, em materiais muito diversificados, onde os óleos, as tintas industriais, os espatulados e os acrílicos constroem as peças que fazem parte de cada projeto idealizado.

A versatilidade e a curiosidade levam-no para pesquisas como a intervenção em ruínas ou a criação do past-story. “A Memória” funciona como pano de fundo no reavivar de diversos momentos que se esvaziam no tempo e muitas vezes não se conseguem voltar a recuperar.

Filipe Amaral utiliza como suporte da sua pintura materiais muito diversos. A utilização versátil do suporte funciona aqui como alternativa ao material mais utilizado na pintura – a tela. De uma forma imaginativa a criação de obras de arte sobre suportes como a madeira tridimensional, as tapeçarias persas, o mapa cartográfico ou cartão são alguns dos exemplos que poderemos observar no conjunto de trabalhos apresentados pelo artista. O critério expositivo adotado permite ao espetador descobrir as diferentes técnicas de produção, as diversas linguagens adoptadas ao longo de cinco anos.
Maria de Lurdes Ferreira

(Galeria Espaço Arte Livre)

 

Lista de Obras

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